As Mulheres da minha Vida

Impressionante, como alguns ícones femininos, me acompanharam por esta estrada…

Bom lembrar, as músicas de “Rita Lee”, que embalaram os anos 70 e 80! E que eu, as cantava “na ponta da língua”.  Tamanha ousadia, quando lançou – “Mania de Você”; que era pura sedução, maravilhosa!!!! Já, outra falava sobre a mulher e seus ciclos e hábitos: “por isso não provoque, é cor de rosa choque…”  Adoro todas!!!! Eu era a “Ovelha Negra” da família.  O fato é que a Rita nunca envelhecerá em nossas mentes e eu quis ser tão livre, quanto ela! Uma roqueira “porreta” e ícone da nossa MPB.

Depois, já por volta de 1986, passei a venerar a “Madonna”, suas músicas, dança e beleza; faziam com que todas as jovens como eu, com os cabelos oxigenados, quisessem ser iguais à ela.  Até que um dia, após suar para comprar o ingresso para vê-la no Maracanãzinho em Turnê no Rio, o perdi…mas isso não ficou por aí…voltei a comprá-lo, pois, o quanto seria frustrante, perder a chance de assistir a minha ídola! Sem contar que, minha cunhada Anne, me vestiu de Madona, por achar que eu era loira, magra e linda. Quem dera voltar no tempo!

E ao falar em tempo, outras Divas foram chegando… como a “Elis Regina”, que esteve presente nos anos 90, quando eu lutava para não me separar. Suas músicas embalavam nossas idas e vindas, como a música “Atrás da Porta”. Lindas canções, que narravam histórias de amor que nunca terminaram, mas, também, não tiveram um final feliz.  Já outras como “O Bêbado e o Equilibrista”, retratavam um período histórico difícil para o nosso país. A gaúcha, também, era um exemplo de ousadia e falando de sua estatura, a baixinha parecia uma “gigante” –  uma das maiores cantoras da MPB!

Seguindo uma ordem cronológica, me lembro de uma aniversário infantil em 23/07/2011, em que o tema abordado era a trágica morte de “Amy Winehouse”. Não dei muita atenção, pois, até então, eu não a conhecia muito e nem seu repertório. Mas, por curiosidade, comprei um CD e passei a traduzir as letras e admirar a linda voz dessa magnífica cantora, que gravou belas músicas como: “Back to Black”, “You know I’m no Good”, sendo para mim, a mais linda de todas! – “Love is a Loosing Game”, que tocava, repetidamente, no CD Player de meu carro.

Em viagem à Londres, fui ao museu de cera – “Madame Toussauds”, onde fiz questão de fotografar ao seu lado, em 2018.

Entretanto, um pouco antes disso (2016), sem perceber, passei a usar camisas com as estampas e cores de “Frida Kahlo”, pintora mexicana, que tinha um estilo próprio, tendo feito vários auto-retratos, que foram exibidos em sua exposição e ficaram conhecidos, mundialmente.  Sentia uma atração em saber mais da sua história, foi quando fui assistir uma peça no teatro Maison de France, e logo, pude perceber, todo o sofrimento e dor retratados em suas obras.  Uma frase histórica, que ela dizia: “ Tive  2 acidentes em minha  vida: o acidente de ônibus aos 18 anos e conhecer o Diego Rivera”  – seu grande amor!”

Sua história é linda e irreverente, como uma mulher pode ter sido tão fora dos padrões?  Já que viveu entre 1907 e 1954, além de ter tantas limitações físicas.

Suas palavras ao morrer: “Espero a partida com alegria…e espero nunca mais voltar…FRIDA”.

Vale à pena conferir no Filme “FRIDA”, através do Youtube, você pode alugar e assistir por 48h.

Então, eu diria que sou uma mistura de todas estas mulheres, que ainda nos tempos atuais, estão tão presentes em minha vida, e que transgrediram os moldes e padrões de suas épocas, mas viveram com intensidade toda a sua história; ainda que tenham sido breves!

Devemos ser o que projetamos! Nada de aceitar ser menos… menos remuneração, menos respeito, menos amor, menos direito, menos compreensão! O nosso lema é ser MAIS, e aguardem que o céu é o nosso limite!

E, por último, dedico este texto, à minha mãe – Dona Marly – que é um exemplo de mulher forte, que criou 3 filhos, e “sobreviveu” em tempos difíceis, e está superando o luto de meu pai.

E como dizia a Frida – “VIVA LA VIDA”!!!!

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Um comentário em “As Mulheres da minha Vida

  • 6 de julho de 2020 em 11:43
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    Cátia, muito bacana e vejo você descrever com sabedoria e passeando entre as palavras. Forma de se expressar e tenho certeza que com muitas outras mulheres se reconhecendo em seu texto.

    MF

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