Você é um profissional de redes sociais ou que usa redes sociais?

Sem dúvidas que as redes sociais já ocupam uma parte importante na vida das pessoas, praticamente todo mundo participa de alguma; mas o questionamento que faço hoje é se elas estão sendo utilizadas da melhor forma possível?

Eu acredito que atualmente não. No início os chats ou fóruns de bate-papo e redes como o extinto Orkut, tinham a ideia simples de aproximar e reencontrar pessoas, como de criar novos relacionamentos. Atualmente não é assim, começamos a utilizar as redes para outros fins e elas foram correspondendo, hoje funcionam para vendas, cursos, espaço para influenciadores divulgarem seu trabalho e pontos de vista, porém cada vez menos para o relacionamento. E o relacionamento virtual que existe ao invés de fortalecer os relacionamentos interpessoais presencias os enfraqueceram, ao invés de aproximar as pessoas as afastam.

Outro mal uso que percebo das redes sociais e deixo claro que isso é uma opinião pessoal, como tal você pode discordar à vontade, é o fato da “mistureba” que algumas pessoas fazem de sua rede social pessoal e de sua rede profissional, compartilham tudo no mesmo perfil. Francamente isso não é a melhor forma de divulgar seu trabalho, tanto que existem redes que são específicas para assuntos profissionais e para assuntos pessoais, por se entender a necessidade de separar os assuntos e saber que nossos gostos e escolhas não necessariamente definem o profissional que somos. Se por acaso quer utilizar a mesma rede para os dois, recomendo que tenha dois perfis, condensar tudo em um só não é uma boa.

Qual a razão disso? Infelizmente nossa sociedade que evolui em vários aspectos insiste em não progredir em outros, o preconceito é um deles e digo não só das formas de preconceito que vem a nossa mente de imediato como o preconceito racial, ao deficiente, a religião, ao modo de viver a sexualidade, há opinião política, a classe social. Existem esses preconceitos sim e todos devem ser combatidos. Contudo não são só esses preconceitos que existem e o que quero “compartilhar” com você é sobre o preconceito comportamental, que é o grande problema da mistura de publicações pessoais e profissionais em um só perfil. Sim meu caro o que gostamos de fazer e o modo que escolhemos viver nossa vida pode ser motivo para nos balizarem como maus profissionais, o que não é uma verdade, mas nem todo mundo pensa assim. Para ser claro vou dar um exemplo, vi post de uma médica no stories de uma famosa rede social dando conselhos profissionais no seu campo de atuação com um efeito de cara de gatinha, no mesmo perfil que tem fotos profissionais, tem fotos de família e lazer. A pergunta que eu faço é? Uma profissional que passa dicas com cara de gatinha junto passa credibilidade? Saber dos hábitos pessoais de um profissional que alguém vai se tratar no caso da área de saúde, ou que vai ser contratado para uma prestação de serviços, passam qual tipo de credibilidade? Você como profissional pode não se importar com isso, e não estou dizendo que deve, mas com certeza tem de saber que há potenciais clientes que se importarão, se estiver disposto a assumir esse risco não há problema, só não seja ingênuo acreditando que está em um mundo perfeito e que isso não acontece. Redes sociais não são o céu, portanto meu nobre defina bem como utilizá-las profissionalmente e pessoalmente, porque nas redes sociais não tem anjos, mas sim pessoas comuns que podem ter a mente e um coração aberto, como o contrário, estando sempre dispostas ao julgamento e a crítica.

Quer ter um perfil profissional? Deve ter um com assuntos voltados para a sua carreira, com fotos do que você faz no seu trabalho, com comentários construtivos para a sua profissão. Na sua rede pessoal seja você, adicione seus amigos e não seus clientes, compartilhe o que achar pertinente. Digo isso porque não acredito que nossos gostos pessoais baliza quem é o profissional que somos, mas nem todos pensam assim. Todos nós temos pré-conceitos relacionados a qualquer assunto, porém para alguns isso se torna uma lei, uma regra e vira um preconceito, passa a ser moeda de valor, critério de julgamento, o que é lamentável, por exemplo, quando diminuem o trabalho de um profissional por ele ser negro, gay, deficiente ou religioso.

Seja um profissional que usa as redes sociais para o seu crescimento, e não alguém que usa mal as redes sociais sem saber se promover, ou que infelizmente se torne vítima do preconceito dos outros. Acredito que o melhor é ter sua vida reservada para seus familiares e amigos e expor o que vale a pena ser exposto, mas isso é uma opinião pessoal. Para os nossos clientes o que interessa é o profissional que somos e não o gosto que temos, e para os preconceituosos é melhor que não lidem mesmo conosco, mas se lidarem não vamos baixar a cabeça para eles não por orgulho, mas por dignidade.

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